sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Copos (tentativa de)

Hoje fui para os copos com o Raúl.

Pelo menos essa era a intenção inicial. Que rapidamente deu para ver que ia sair furada.

Antes de mais porque eu e o Raúl temos duas maneiras de encarar a noite completamente distintas. Ele gosta de circular, de "fazer a ronda pelas capelinhas", de trocar nem que seja somente um "Olá" com as 1.224.867 pessoas que ele conhece da noite de Coimbra. Eu sou um indivíduo bem mais pacato, gosto de me sentar a noite toda no meu canto e desenvolver a minha conversa com duas ou três pessoas somente.

Apesar desta diferença radical, não foi por aí que a noite se revelou um autêntico flop.

O facto é que me sinto velho, velhinho mesmo de bengala para uma noite de quinta-feira em Coimbra. A predominância de idades vai claramente para a faixa dos 18 aos 21 e três anos de diferença começam a pesar na forma de estar na noite. Nem que seja pelo simples facto de não ser mais visto como mais um estudante mas sim como um "cota" a bater coiro às "pitas".

Como devem calcular isto tira a piada a qualquer noite...

Finalmente, porque talvez eu tenha já muito pouca tolerância ao ambiente de grupinhos e pseudo-elites em que se vive nesta cidade. Por ser um meio nocturno relativamente pequeno, toda a gente conhece toda a gente e os territórios estão bem demarcados. Um elemento estranho a esses grupos acaba sempre por ser naturalmente posto de parte nas interacções que se vão desenrolando ao longo da noite.

Não que isso seja feito de uma forma consciente de parte a parte. As coisas simplesmente são como são.

(Já em Lisboa, pelo facto de ser impossível essa proximidade das pessoas que saem para a noite - a renovação dos noctívagos é constante - acaba curiosamente por ser mais fácil darmos conosco a falar com um estranho.)

De forma que ainda estivemos umas largas horas a vaguear pela noite mas sóbrios (o que para mim é uma experiência relativamente inédita, não podendo afirmar que esteja com desejos de a repetir nos próximos tempos).

PS - O ponto alto da digressão nocturna foi sem dúvida quando uma miúda ao meu lado descalçou as botas e começou a dançar freneticamente com as mesmas na mão. Foi a primeira vez que por entre a nuvem de fumo de uma discoteca consegui claramente distinguir o cheiro... a xulé!

1 Comments:

At sábado, fevereiro 26, 2005 5:29:00 da manhã, Blogger Raul Chegou e disse:

A cena das botas foi demasiadamente surreal... Ainda bem que era ao TEU lado que ela estava! Mas concordo, a noite foi um bocado... digamos que, não foi a melhor das noites, embora tenha tido os seus momentos de riso, quanto mais nao seja isso!
Abraço

 

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